Jogo de tabuleiro criado em unidade da Fundase aborda cultura e história do RN

Jogo de tabuleiro criado em unidade da Fundase aborda cultura e história do RN

O projeto foi elaborado e executado pela primeira vez entre os meses de setembro e dezembro de 2025

Essa é uma das questões incluídas no jogo educativo de tabuleiro “Rota do Sol: um Jogo Potiguar”, que aborda aspectos culturais, históricos, econômicos e geográficos do Rio Grande do Norte. Criado no Centro de Atendimento Socioeducativo em Semiliberdade – Casemi Nazaré, ligado à Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Norte (Fundase/RN), pela estagiária do curso de Serviço Social da UFRN Ana Beatriz Nunes Batista, o boardgame passou a integrar o conjunto de recursos permanentes da unidade.

O projeto de intervenção da universitária foi apresentado às disciplinas de Tópico em Serviço Social I e II, como um dos requisitos para conclusão do Estágio Supervisionado em Serviço Social. As orientadoras acadêmicas foram as professoras Ana Carolina Silva de Azevedo e Ilena Felipe Barros, enquanto a supervisora de campo, a assistente social e analista socioeducativa do Casemi Nazaré Mora Kissi.

“O meu propósito com o projeto era criar uma alternativa de atividade lúdica que envolvesse fatos e curiosidades sobre o RN e a capital, Natal”, explica Ana Beatriz, que acrescenta ainda a promoção de bem-estar mental, com ocupação produtiva e terapêutica, a fim de diminuir os índices de evasão e contribuir para o fortalecimento de vínculos e do projeto de vida. Também é um dos objetivos da proposta estimular a valorização cultural do estado e o senso de companheirismo e empatia entre os participantes.

O projeto foi elaborado e executado pela primeira vez entre os meses de setembro e dezembro de 2025, com 45 perguntas e 20 cartas de ação. O design é de Letícia Gabrielly Manso do Nascimento.

“Beatriz criou esse jogo com base em outro jogo de tabuleiro sobre o ECA e o Sinase que desenvolvi em 2024. A ideia de abordar a história do Rio Grande do Norte foi dela, como forma de trabalhar os direitos à cultura e ao lazer, previstos no Plano Individual de Atendimento (PIA) de cada socioeducando”, detalha Mora Kissi.

Sobre os resultados, a estudante avalia a experiência como “muito satisfatória”: “Acho que o lúdico é a forma mais adequada de trabalhar com adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa. Os meninos adoraram. Além disso, um dos intuitos do jogo é o fortalecimento de vínculos. Como é um jogo de tabuleiro, ele exige a participação do maior número possível de jogadores, o que acaba estimulando a colaboração”.

Na última semana de janeiro de 2026, após o passeio dos socioeducandos no catamarã Chama Maré, do programa Barco Escola do Rio Grande do Norte, o jogo foi utilizado novamente, desta vez como instrumento de avaliação, já que mais de 50% das perguntas estavam relacionadas ao conteúdo trabalhado durante a aula no Rio Potengi.

“O trabalho do serviço social no sistema socioeducativo exige criatividade, pois muitos jovens não sabem ler, o que dificulta o planejamento de atividades. A ideia de criação de jogos educativos tem sido uma excelente estratégia para trabalhar várias temáticas e também gerar o maior engajamento dos adolescentes”, finaliza a analista.

Redação

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