Marisqueiras nordestinas reforçam tradição, sustentabilidade, economia solidária e autonomia em intercâmbio no litoral do Piauí

Marisqueiras nordestinas reforçam tradição, sustentabilidade, economia solidária e autonomia em intercâmbio no litoral do Piauí

Evento conta com o apoio da SAF e visa fortalecer a rede formada por mulheres marisqueiras e pescadoras artesanais.

Mulheres marisqueiras e pescadoras artesanais de diferentes estados do Nordeste participam, entre os dias 19 e 21 de maio, de um intercâmbio promovido pela Rede Ameas, Articulação de Mulheres Empoderadas em Atividades Sustentáveis, no litoral do Piauí. A programação reúne representantes do Piauí, Bahia, Ceará e Maranhão em atividades voltadas para fortalecimento da economia solidária, preservação ambiental e valorização dos saberes tradicionais.

O encontro acontece nos municípios de Luís Correia, Parnaíba e Cajueiro da Praia com rodas de conversa, visitas a experiências de turismo de base comunitária e debates sobre empreendedorismo feminino e conservação ambiental.

A Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) participa do intercâmbio por meio do apoio às iniciativas desenvolvidas pelas mulheres marisqueiras e pescadoras artesanais do litoral piauiense. A presença da secretaria reforça o compromisso com o fortalecimento da agricultura familiar, da economia solidária e das atividades sustentáveis desenvolvidas pelas comunidades tradicionais.

A marisqueira Filomena destacou a importância do intercâmbio para fortalecer a união entre as mulheres que vivem do mar e manter viva a tradição passada entre gerações. “Esse encontro é muito importante porque fortalece nossa luta, nossa cultura e o trabalho das mulheres marisqueiras. A gente vive do mar, da pesca, da coleta do marisco e também dos conhecimentos que vêm das nossas ancestrais. É um momento de troca e aprendizado entre mulheres de vários estados”, afirmou.

A Rede de Marisqueiras e Pescadoras Artesanais do litoral piauiense é formada por mulheres das localidades de Ilha Grande, Parnaíba, Luís Correia e Cajueiro da Praia. Além do extrativismo do marisco, as participantes atuam com coleta de frutos, turismo de base comunitária e comercialização de produtos na Feira da Agricultura Familiar.

Segundo a gerente do Programa de Fortalecimento de Cooperativas da Agricultura Familiar da SAF, Samara Souza, o intercâmbio também busca ampliar o debate sobre geração de renda e autonomia feminina a partir das práticas sustentáveis desenvolvidas pelas comunidades tradicionais.

“O intercâmbio promove visibilidade para o trabalho das marisqueiras e fortalece iniciativas de economia solidária desenvolvidas pelas mulheres do litoral. É uma oportunidade de compartilhar experiências, discutir direitos e pensar estratégias para fortalecer os empreendimentos comunitários”, ressaltou.

A programação inclui ainda debates sobre feminismo, economia solidária, preservação do peixe-boi e propostas de empreendimentos comunitários.

Redação

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