Parques urbanos: a estratégia de conectar o Recife pelo verde

Parques urbanos: a estratégia de conectar o Recife pelo verde

Com novos projetos e a expansão para áreas periféricas, a capital reposiciona seus parques urbanos, apostando na inclusão, mobilidade e qualidade de vida

O Recife vive uma inflexão na forma de pensar seus espaços públicos. De áreas historicamente contemplativas e, por vezes, restritas, os parques urbanos passam a ocupar papel central no planejamento da cidade, articulando lazer, mobilidade, sustentabilidade e redução de desigualdades. A aposta da gestão municipal é transformar o verde em infraestrutura urbana – uma política que mira, no longo prazo, a construção de uma “cidade-parque” até 2037, quando Recife se tornará a primeira capital brasileira a alcançar a marca dos 500 anos. 

A mudança se traduz em novos projetos, requalificações e, sobretudo, na ampliação da presença de parques em regiões antes desassistidas. Mais do que áreas de descanso, esses espaços passam a ser compreendidos como instrumentos de reconexão com a natureza e de convivência entre diferentes grupos sociais. 

Evolução
Os parques urbanos surgem, historicamente, como resposta ao adensamento e à degradação das cidades industriais. Inicialmente voltados ao chamado “lazer passivo”, funcionavam como refúgio da poluição e das condições insalubres, com áreas verdes destinadas à contemplação. 

No Recife, esse modelo se refletiu nos primeiros espaços públicos, como o Parque 13 de Maio, e em praças com forte apelo paisagístico, mas poucos equipamentos. “Ele buscava exatamente ser uma fuga a esse caos urbano. É daí que surge a primeira visão de parques: lazer passivo, um perfil muito contemplativo”, explica o secretário de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento do Recife, Felipe Matos. 

Com o desenvolvimento urbano, no entanto, esses espaços passaram a incorporar novos usos. “Ele passa a adquirir uma característica mais de lazer ativo, de prática esportiva, de manifestações culturais e políticas”, afirma. No Recife, essa transformação se reflete na evolução dos equipamentos públicos: enquanto parques mais antigos, como o Parque 13 de Maio, tinham caráter mais contemplativo, áreas como Parque da Jaqueira, Parque Santana e Parque do Caiara já surgem com pistas, quadras e áreas esportivas. 

Redação

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