Águas do Piauí trata mais de 300 mil litros de efluentes de esgoto por hora em Parnaíba

Águas do Piauí trata mais de 300 mil litros de efluentes de esgoto por hora em Parnaíba

Todo este volume passa por uma série de etapas até que retorne ao meio ambiente devidamente tratado conforme os padrões da legislação vigente.

A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da cidade de Parnaíba trata, em média, 306 mil litros de efluentes por hora – o que é equivalente a 306 caixas d’água de mil litros cheias a cada 60 minutos. Todo este volume passa por uma série de etapas até que retorne ao meio ambiente devidamente tratado conforme os padrões da legislação vigente.

O gerente executivo da Regional Litoral da Águas do Piauí, Célio Damásio, explica que o método de tratamento implantado em Parnaíba conta com quatro lagoas de estabilização. “Todo esgoto produzido nas residências dos parnaibanos que estão interligados à rede coletora vai para estação de tratamento, onde recebe o devido tratamento, estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente. Monitoramos continuamente o funcionamento da estação e realizamos análises periódicas que atestam a conformidade dos padrões”, reforça o gestor.

Sobre as etapas desse processo, a coordenadora de Tratamento de Água e Esgoto da concessionária, Renata Lemes, detalha que, quando os efluentes chegam à ETE, eles passam primeiro por uma etapa de separação dos resíduos sólidos maiores, que são removidos para que a parte líquida siga para as lagoas. “Esta fase é quando nos deparamos com materiais que não deveriam ser lançados no esgoto, como fraldas, galhos, restos de alimentos. Por isso, orientamos a população a fazer o uso correto da rede, pois a responsabilidade é compartilhada, cabe tanto à Águas do Piauí como à população”, acrescenta a gestora.

Passada esta fase, já nas lagoas, a ação conjunta da luz solar, das bactérias e das algas reduz a carga de matéria orgânica e melhora as condições da água. Enquanto os microrganismos consomem as impurezas, as algas produzem oxigênio, mantendo o equilíbrio necessário para o funcionamento do sistema. Passada essa etapa, o líquido está adequado para retornar ao meio ambiente. “A população pode estranhar a tonalidade levemente esverdeada ao final dessa etapa, mas isto é uma característica comum e indica a presença desses organismos benéficos ao tratamento. Os moradores podem ficar tranquilos que nós garantimos que o esgoto coletado por meio das redes ativas está recebendo o devido tratamento com segurança e eficácia”, finaliza Renata Lemes.

Redação

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