Mostra abre neste sábado (31) com trabalhos selecionados entre 158 inscritos e programação voltada à valorização da identidade cultural estadual
A produção artística do Rio Grande do Norte ganha destaque a partir deste sábado (31) com a abertura do IX Salão Dorian Gray de Arte Potiguar, na Pinacoteca Potiguar, instalada no Palácio Potengi, em Natal. A mostra reúne trabalhos de 91 artistas selecionados entre 158 inscritos, o maior número de participantes já registrado na história do evento. A solenidade de abertura está marcada para as 9h30, com entrada gratuita.
Com o tema “Feito Potiguar: Arte, Identidade, Memória e Inovação”, a edição deste ano homenageia o programa Feito Potiguar, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte (Sebrae RN). A proposta é destacar a relação entre a criação artística, as raízes culturais do estado e os conhecimentos que atravessam gerações.
A iniciativa busca ampliar a compreensão sobre a identidade potiguar, valorizando não apenas elementos materiais, mas também manifestações culturais, experiências, saberes e processos criativos que ajudam a construir a memória coletiva.
O projeto também conta com o apoio do deputado federal Benes Leocádio, que ressalta a importância do incentivo às manifestações culturais para a preservação da história e das referências locais. Segundo ele, “incentivar a cultura é preservar nossa identidade, fortalecer o sentimento de pertencimento e contribuir para a construção de um patrimônio que permanecerá para as próximas gerações”.
Premiação contempla artistas selecionados
Além de proporcionar visibilidade aos criadores potiguares, o Salão Dorian Gray também reconhece os trabalhos apresentados na exposição. Durante a cerimônia de abertura, serão anunciados os vencedores da mostra competitiva.
Os três primeiros colocados receberão Prêmios Aquisição Sebrae RN – Feito Potiguar, nos valores de R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil, respectivamente. Outros dez artistas também serão contemplados com menções honrosas.
A programação inclui ainda um prêmio de R$ 2,5 mil destinado ao reconhecimento da trajetória artística. A homenagem será concedida pelo mandato do deputado federal Benes Leocádio, em parceria com a Sociedade Amigos da Pinacoteca Potiguar, a um artista escolhido pela comissão de seleção.
Outra novidade da edição de 2026 é a participação do público na escolha de uma obra. O júri popular distribuirá R$ 2,5 mil em premiação para o trabalho mais votado pelos visitantes. O resultado será anunciado em dezembro, durante uma atividade integrada à programação do evento.
Para os curadores Manoel Onofre Neto e Dione Caldas, a proposta vai além da disputa entre os participantes.
“Mais do que uma exposição competitiva, o Salão afirma-se como um programa de valorização da produção artística contemporânea, reunindo criadores de diferentes linguagens para refletir sobre o que significa produzir arte a partir do Rio Grande do Norte e dialogar, ao mesmo tempo, com questões universais do nosso tempo”, destacam.
Exposição reúne diferentes expressões da cultura potiguar
A seleção dos trabalhos foi conduzida por uma comissão formada pela artista e curadora Dione Caldas, por Everardo Araújo Ramos, professor do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e por Eduardo Viana, gerente de Comunicação e Marketing do Sebrae RN.
Além dos artistas inscritos na competição, a exposição também abre espaço para 60 nomes já reconhecidos no cenário artístico local, convidados para integrar a mostra sem concorrer às premiações. A proposta é ampliar a representatividade da produção cultural do estado e promover o encontro entre diferentes gerações de criadores.
Entre os trabalhos selecionados está a obra Potiguarianas, da artista Alucena.
Quatro eixos orientam a mostra
A organização curatorial do IX Salão Dorian Gray está dividida em quatro núcleos temáticos: Território, Saberes, Memória e Subjetividades. Cada segmento aborda aspectos da identidade potiguar a partir de diferentes perspectivas.
O eixo Território apresenta a paisagem em uma concepção abrangente, incluindo cidades, litoral, sertão, arquitetura, natureza e relações de pertencimento.
Em Saberes, o destaque está nos conhecimentos e nas práticas que compõem a cultura do Rio Grande do Norte, como trabalhos artesanais, ofícios tradicionais e técnicas transmitidas entre gerações.
Já Memória reúne referências ao patrimônio cultural, arquivos, histórias e lembranças individuais e coletivas. A proposta é refletir sobre como o passado permanece presente e pode ser reinterpretado por meio da arte.
O núcleo Subjetividades, por sua vez, aborda a pluralidade das experiências humanas, contemplando identidades, afetos, ancestralidades e diferentes formas de existência na sociedade atual.
De acordo com os curadores, a exposição não pretende estabelecer uma representação única da identidade estadual. “Não se trata de procurar uma imagem única do Estado, mas de reconhecer sua pluralidade”, afirmam.
Visitação segue até dezembro
O IX Salão Dorian Gray é realizado pela Sociedade Amigos da Pinacoteca Potiguar (SAPP), em parceria com o Sebrae RN e o Conselho Estadual de Cultura. A iniciativa também conta com apoio do deputado federal Benes Leocádio e do Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e da Fundação José Augusto (FJA).
A exposição ficará aberta ao público até 30 de dezembro de 2026, com visitação gratuita na Pinacoteca Potiguar, localizada no Palácio Potengi, na Cidade Alta, em Natal.







