Maranhão inaugura primeira escola integral em território quilombola

Maranhão inaugura primeira escola integral em território quilombola

Unidade em Oitiua marca marco histórico na educação integral e profissionalizante, unindo tecnologia aos saberes tradicionais

O Governo do Maranhão entregou, nesta semana, a primeira escola de tempo integral em território quilombola da história do estado. O novo polo do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) foi inaugurado no povoado Oitiua, em Alcântara, consolidando a estratégia de interiorização do ensino técnico e profissionalizante. A unidade se junta a outras 24 entregues na gestão do governador Carlos Brandão, totalizando agora 58 centros de ensino que buscam levar oportunidades a regiões historicamente invisibilizadas.

A estrutura do IEMA Quilombola de Oitiua conta com salas climatizadas e laboratórios modernos de física, química e biologia. Durante a inauguração, o governador também anunciou a construção de uma quadra poliesportiva para complementar o complexo.

A proposta pedagógica da unidade foi desenhada para respeitar e integrar o contexto local, unindo o rigor científico e técnico à valorização da cultura e dos conhecimentos tradicionais da comunidade quilombola, oferecendo aos jovens a chance de qualificação sem que precisem deixar suas raízes.

Avanço nos indicadores e expansão de matrículas

A rede IEMA vive um momento de expansão acelerada, com o número de estudantes saltando de 14 mil para uma projeção de 25 mil matriculados. Atualmente, o instituto oferece 49 cursos técnicos distribuídos em 11 eixos tecnológicos. Esses investimentos refletem diretamente nos indicadores educacionais do estado: o Maranhão alcançou seu maior IDEB da história (4,5) e registrou a menor taxa de evasão escolar já documentada, de apenas 0,31%.

Para a diretora-geral do IEMA, Cricielle Muniz, o investimento em Oitiua é uma ferramenta de reparação histórica e inclusão social. O entusiasmo é compartilhado pelos alunos, como Ester Cantanhede, que já planeja cursar Agroecologia na nova unidade.

A chegada do ensino técnico em tempo integral ao litoral continental é vista pela comunidade como um divisor de águas, garantindo que a juventude local tenha acesso ao mercado de trabalho e ao desenvolvimento sustentável da região através da educação.

Redação

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