Orquestra Arruando promove concertos-aula gratuitos em seis unidades municipais, com música, dança e histórias sobre o ritmo
A Orquestra Arruando leva música, dança e história do frevo a seis escolas municipais do Recife, ao longo de outubro, por meio do projeto “Arruando nas Escolas – A Importância do Frevo”.
Com concertos-aula gratuitos, a iniciativa busca aproximar crianças e adolescentes do patrimônio cultural pernambucano e ampliar o acesso à arte para além do período carnavalesco.
A segunda apresentação ocorreu na quarta-feira (14), na Escola Municipal Diná de Oliveira, na Iputinga, Zona Oeste da capital.
Estudantes, professores e funcionários acompanharam a execução de instrumentos de sopro e percussão, demonstrações de passistas e explicações sobre a origem e a importância do ritmo para a identidade cultural do estado.
Otrombonista da Orquestra Arruando Pedro Pagne, que também atua como maestro do grupo escolar, destacou a oportunidade de aproximar os estudantes de manifestações culturais trabalhadas em sala de aula.
“Durante as aulas, sempre falamos sobre o frevo, o maracatu, todos os ritmos pernambucanos, e trazer isso para eles vivenciarem conosco foi muito bom”, afirmou Pagne.
Para a vice-gestora da escola, Maria Aguiar, o contato com a música regional contribui para ampliar o repertório cultural dos estudantes, sobretudo daqueles que vivem em comunidades com acesso mais restrito a atividades artísticas.
A gerente da Regional Oeste, Magda Maranhão, também acompanhou a apresentação e ressaltou a importância de valorizar diferentes expressões culturais, como o cavalo-marinho e o maracatu, além do frevo.
Música, educação e pertencimento
O projeto combina três atividades em cada unidade: apresentações musicais da orquestra, aulas com passistas e contação de histórias sobre o frevo e outras manifestações culturais pernambucanas.
Segundo o produtor, cantor e apresentador da Orquestra Arruando, Nilo Otaviano, a experiência pode despertar o interesse dos estudantes pela música e permanecer na memória mesmo após o encerramento das atividades. Fundada em 2013, a Orquestra Arruando já realizou 68 apresentações públicas.
Com a circulação pelas escolas, o grupo amplia o contato com as comunidades e aproxima artistas, educadores e estudantes, incentivando o reconhecimento das tradições locais entre diferentes gerações.
O frevo é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2007 e integra a Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) desde 2012. A iniciativa busca contribuir para a transmissão desse legado às novas gerações.
Futuro
Após passar pela Escola Municipal Reitor João Alfredo, na Ilha do Leite, e pela Escola Municipal Diná de Oliveira, na Iputinga, o projeto seguirá para outras quatro unidades da rede municipal ainda em outubro. As atividades são gratuitas e abertas à comunidade escolar.
Confira a programação:
- 19 de outubro, às 13h10: Escola Municipal Antônio Farias Filho, em San Martin.
- 23 de outubro, às 13h10: Escola Municipal Nadir Colaço, na Macaxeira.
- 26 de outubro, às 13h30: Escola Municipal Maria Sampaio de Lucena, no Ibura.
- 29 de outubro, às 13h30: Escola Municipal de Tempo Integral (EMTI) Florestan Fernandes, no Ibura.
O projeto integra o Sistema de Incentivo à Cultura (SIC) do Recife, por meio do Fundo de Incentivo à Cultura (FIC), e tem como objetivo ampliar o acesso à produção artística e valorizar o patrimônio cultural pernambucano.







