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Zona Norte segue sendo a mais quente de Teresina, aponta monitoramento ambiental

Relatório da Prefeitura mostra calor acima de 35ºC em todos os pontos da cidade e alerta para riscos à saúde durante exposição prolongada.

A Prefeitura de Teresina divulgou o segundo relatório parcial de outubro da Rede Hiperlocal de Monitoramento Ambiental, com dados dos dias 11 a 20 do mês. O levantamento é feito pela Secretaria Municipal de Articulação Institucional (Semai) em parceria com a Coordenação da Agenda Teresina 2030.

O documento aponta a persistência do calor intenso em todos os seis pontos monitorados na cidade: Parque Ideal, Primavera, Santa Maria da Codipi, Uruguai e Parque Piauí. O bairro Primavera, na zona Norte da capital, volta a ser protagonista entre as áreas mais quentes da cidade. Em cada um dos pontos, houve pelo menos uma média horária igual ou superior a 35ºC em todos os dias com registros disponíveis no período.

A temperatura média dos seis passou de 32,29ºC nos primeiros dez dias de outubro, para 32,52ºC, entre os dias 11 e 20 de outubro. No acumulado do mês, a média chegou a 32,41ºC, confirmando a continuidade das condições de calor elevado típicas do período conhecido como B-R-O Bró.

O maior registro pontual do segundo período foi de 43,91ºC, no bairro Primavera, no dia 13 de outubro, às 14h18. No acumulado de outubro, o maior valor segue sendo 45,22ºC, também medido no Primavera, em 7 de outubro.

Os horários entre as 14h e as 15h são os que registram as condições térmicas mais intensas da cidade, com as maiores temperaturas e as menores taxas de umidade do ar. Ainda assim, porém, a temperatura média dos seis pontos às 21h era de aproximadamente 31,12ºC no segundo período analisado.

A frequência do registro de temperaturas na faixa dos 40ºC mostram a tendência da intensidade térmica em toda a capital. Primavera e Santa Maria da Codipi apresentaram médias horárias nessa faixa em 19 dos 20 dias, com 97 e 100 horas acumuladas, respectivamente, consagrando a Zona Norte como a mais quente de Teresina.

Para Leonardo Madeira, coordenador da Agenda 2030, a duração da exposição ao calor é tão preocupante quanto os picos de temperatura. “A exposição prolongada ao calor pode provocar desidratação, exaustão térmica e agravar problemas de saúde, sobretudo entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas”, afirma.

Segundo o coordenador, a preocupação da gestão vai além dos registros máximos. “É preciso reduzir o tempo de exposição e assegurar condições de proteção durante todo o dia”, destaca Madeira.

Recomendações e qualidade do ar

O relatório recomenda que atividades físicas ao ar livre sejam feitas, preferencialmente, entre 5h e 7h, com os esforços mais intensos concluídos até cerca de 8h. As orientações também incluem cuidados com animais de estimação e vegetação urbana, como hidratação e sombreamento.

Já em relação à qualidade do ar, houve redução das concentrações médias de material particulado no segundo período de outubro, embora tenham sido registradas elevações pontuais relevantes para a saúde, principalmente durante a noite.

Os dados fazem parte da Rede Hiperlocal de Monitoramento Ambiental, que reúne seis pontos de observação na cidade, incluindo os bairros Primavera e Santa Maria da Codipi, que apresentaram médias horárias de 40ºC ou mais em todos os dez dias do segundo decêndio de outubro. O relatório completo está disponível no site da Semai.

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